Fones de ouvido ameaçam audição de adolescentes

A exposição a hábitos auditivos incorretos ocorrem em várias faixas etárias, principalmente em jovens, devido ao uso mais comum da tecnologia portátil que trazem inovações nos aparelhos, além da qualidade dos amplificadores dos sons e seus acessórios de utilização individual. Devido a isso, problemas auditivos estão mais evidentes em jovens que, por sua vez, refletem na aprendizagem, além de acarretar em dificuldades cognitivas e sensoriais.

 

Objetivo
Investigar os hábitos sonoros de jovens escolares, e se esses são relevantes para o desenvolvimento de problemas auditivos, bem como verificar possíveis queixas auditivas.

 

Metodologia:
Aamostra foi constituída de 101 jovens, de ambos os gêneros, com idades de 15 a 22 anos, sendo 51 do gênero masculino e 50 do feminino, matriculados no ensino médio (primeiro ao terceiro) da rede estadual. Um questionário, dividido em duas partes, foi elaborado. A parte 1, composta por perguntas referentes aos hábitos sonoros e consequência do ruído intenso à saúde, e a parte 2, sobre as queixas auditivas. Este, por sua vez, com perguntas fechadas, de múltipla escolha, porém com possibilidade de assinalar uma ou mais alternativa para cada questão. O mesmo foi aplicado em uma sala silenciosa, com tempo de no máximo 10 minutos e, no decurso da disponibilidade dos alunos, para não prejudicar os trabalhos em sala de aula.

 

Resultados:
Todos os jovens escolares apresentam hábitos sonoros relevantes para o desenvolvimento de problemas auditivos, principalmente em ambientes como bares, restaurantes e cinemas, além de sua maioria fazer uso do aparelho celular associado ao fone de ouvido do tipo intra-aural e em intensidades elevadas. Dos 101 participantes, 90% referiram ter o conhecimento de que intensidades sonoras elevadas causam problemas auditivos. As queixas auditivas mais relevantes foram à dificuldade de compreensão e o zumbido.

 

Conclusão:
Os jovens escolares participantes possuem hábitos sonoros relevantes para o desenvolvimento de problemas auditivos, além de já apresentarem sintomas auditivos importantes com relação a possíveis prejuízos na audição. Nesse sentido, tornam-se imprescindíveis estratégias para promoção e prevenção da saúde auditiva nesta população.
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